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CJM04S1

Reflexão sobre
o que nos torna humanos
Na sociologia aprendemos que ser humano é aquele que consegue conviver em harmonia com os demais. A questão não é o que nos torna humanos, e sim se somos realmente quem somos, se vivemos essa tal “humanidade”, ao julgar pela forma que nos comportamos em uma sociedade com “consciência” de certo e errado, estamos realmente cumprindo as regras de viver em consenso com todos?
Com o passar do tempo e no momento que crescemos tentamos nos encaixar na sociedade, mas nossos pensamentos e concepção de mundo é diferente de pessoa para pessoa, e um dos passos fundamentais de ser humano é respeitar essa opinião contraria, mesmo que muitos casos isso não ocorra, o que leva a tal questionamento do início, somos humanos? Seres que vivem em harmonia?
Existe diversas coisas que nos difere, como religião, cultura, etnia, moral, etc. E essas diversidades e o respeito que temos por elas é o que nos torna humano, saber entender uma religião diferente da sua sem difamar, se abrir ao um desconhecido, um pensamento diferente, explorar além da sua área de conforto e questionar por inúmeras vezes seu altruísmo, toda essa capacidade de tentar compreender o espaço em volta é pouco desenvolvida.
“A natureza humana pertence ao mundo físico e está sujeito às leis e estruturas deste mundo, e em cada momento da vida humana muito da atividade do ser humano é calculável, tal como as reações químicas, biológicas, psicológicas e sociológicas, bem como a sua existência como um corpo em movimento no espaço físico”.

imagem retirada do google
O que é humano? Um ser que possui inteligência e razão? A frase tão famosa “penso, logo existo”, de René Descartes, pode ser uma das definições mais objetivas sobre ser humano. Se eu tenho consciência sou humano, mesmo que muitas vezes essa consciência seja de tão pouco uso, não nos limitamos, nos colocamos como ser superiores de qualquer raça, e esse egocentrismo nos cega, ações impensadas que faz mal a todos ao nosso redor e até a nós mesmos. Humanos são movidos pela sede de querer demais, nunca é bom, nunca é suficiente e até onde vamos para obter o que desejamos? Sem querer nosso traço de humanidade se esvai quando eu tenho que abdicar do que é provavél ser o certo.
Influenciamos ou somos influenciados? Existe comportamentos socias capazes de ser explicados psicologicamente que mostra em como pensamos em “conjunto”, na maioria dos casos somos facilmente influenciados pela conduta dos demais, esse ponto é justificável como viver em sociedade e o que nos torna “mais humanizados”. Mas se paramos para pensar animais agem da mesma forma por instinto. É algo como seguir o bando, uma pessoa disse, outra pessoa concordou e assim segue até que todos ajam da mesma forma sem mais questionar.
A única exigência humana é fazer o que é certo, mas como vimos nas reflexões acima, o que parece certo para mim não vai ser certo para o bando, ou eu posso discordar com o que eu ache ser uma ameaça a sociedade. Particularmente falando não há definição correta para o que nos torna humanos, seres que representa o mais alto nível de complexidade da escala evolutiva parece ser muito exagero para uma espécie com tanta ignorância em pensamento. E em termos de evolução não parece que somos tal, e essa evolução acabou no século XIX, em vez de progredir estamos regredindo, nossas ações e condutas são agora falhos.
“A liberdade humana é idêntica ao fato de que o ser humano tem um mundo que é ao mesmo tempo unitário e infinito, colocado frente a ele, do qual ele é separado e ao qual ele pertence ao mesmo tempo; ou considerado a partir de outro lado, que o ser humano é um "eu" definido, centrado em si mesmo e é o centro de seu mundo”.
Milene Souza